Aproveitando a recente crítica do Gustavson sobre o humor atual não ter a inteligência de outros tempos, reforço dizendo que o humor atual (leia-se roteiristas) também não tem cultura. Sou repetitivo, mas exalto aqui mais uma vez a genialidade de Roberto Bolaños, o qual infelizmente nos deixará esse ano (profecia sensacional súbita), que escreveu vários episódios do Chapolin em cima de temas que enriqueceram minha cultura na minha infância, contando a história de uma forma muito atrativa para uma criança. Hoje temos o BBZ (Big Brother Zorra) para enriquecer nossa cultura aos sábados...
Alguns dos muitos episódios que ensinam e fazem rir:
Guilherme Tell
Leonardo Da Vinci
Don Quixote
Julieu e Romieta
Fecho com genialidade em cima de genialidade:
Humor rico x Humor pobre
Ônibus novo, velhas manias
Essa história de lembrar sempre da poltrona 36 já era, o inter tem tanto medo que chegou a tirar a o número das poltronas, mas na real o que se revela é que a velha mania continua. Veja o carinho entre os companheiros de vestiario. É ou não é um clube unido. Antes de pensar em poltrona 36 o inter teria que tirar todas as poltronas e fazer um abraço coletivo no novo onibus, capeão de tudo até do amor coletivo.
Exclusivo!
O Grêmio lançou seu novo ônibus, o Pricila 1, e o bolhanarede conseguiu imagens em primeira mão da prte interna do bus, mais especificamente da poltrona 36.
Humor se aprende na escola
Hoje em dia eu noto que o humor no Brasil anda meio que forçando a barra.
Este humor que sempre teve como caracteristica principal o bordão fanfarrão, onde todos os quadros tem um ou dois bordões que ficam guardados na mente dos espectadores. Isso é batata, foi vital para a sobrevivência desse humor de certa maneira ingênuo e bacaninha.
Porém chegamos ao limite. Roteiristas de programas de humor conseguiram se nivelar aos de filmes pornô da brasileirinhas na criatividade das histórias, dos dialogos e das piadas. O Zorra Total é a mais pura prova disso. Um progama que faz rir apenas os menores de 8 e os maiores de 80... nesse intermédio não há quem ache graça.
Nessa medida, quem se sobressai na comédia no cenário nacional é quem foge desse bojo do humor brasileiro, quem utiliza caracteristicas além fronteiras dentro do territorio nacional. Por isso vemos crescer o número de artistas de Stand Up, ou um programa de origem argentina como CQC, enfim. O humor clássico brasileiro foi estuprado e assasinado pela falta de uma caracteristica básica.... a simplicidade.
E isso não quer dizer que nosso humor foi engolido por um estilo diferente e mais bem sucedido. Negativo. Nosso estilo de comédia era muito bom, mesmo sendo dessa maneira ingênua e talvez ultrapassada para alguns, mas realmente era muito bom.
Ser simples e bem sucedido não é criar quadros de 5 minutos com personagens idiotas e fanfarrões que exageram nas expressões e no volume da voz. Ser simples é criar um programa onde você cria um espaço para diferentes piadas em um ambiente unico e dentro de um mesmo conceito, com interatividade. O maior exemplo disso... a Escolinha do Professor Raimundo.
Por isso, resolvi fazer esse post. E fazer uma homenagem a dois gênios do humor.. um já se foi.. e o outro esta enjaulado pela dona Globo.
Rolando Lero, personagem de Rogério Cardoso, era um daqueles cômicos que fazia o povo cair na gargalhada apenas com sua expressão de quem não conseguia segurar o riso e fazia do humor uma coisa natural e totalmente simples.
NA NATUREZA SELVAGEM
2 bolhas para o filme, 5 bolhas para a mensagem
Após concluir seu curso na Emory University, o brilhante aluno e atleta Christopher McCandless (Emile Hirsch) abre mão de tudo o que tem e de sua carreira promissora. O jovem doa todas as suas economias - cerca de US$ 24 mil - para caridade, coloca uma mochila nas costas e parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho, Christopher depara-se com uma série de personagens que irão mudar sua vida para sempre.
A mais perfeita harmonia na sétima arte.
Dez entre dez pessoas que se acham cinéfilos metidos a intelectuais bichonas de calças curtas encravadas no rêgo diriam para você que filmes dublados são uma merda. Diriam que são uma porcaria sem tamanho pois tira toda a magia do som original. Até porque para estes tipos de energuminos da inteligencia cult é pré requisito para tudo o perfeito domínio da lígua anglo-saxã.
Mal sabem estes putos que a real magia do cinema se encontra na tranposição dos diálogos para nossa língua pátria, nosso portugues brasileiro cheio de malemolência.
E a maior prova disso, dessa harmonia perfeita, dessa sinergia entre a imagem original com a falta de sincronia com a fala alterada, transforma um filme ótimo em uma verdadeira obra prima do cinema estilo Domingo Maior/Corujão.
Selvagens da Noite, de 1979. Uma das melhores dublagens em uma das melhores cenas da história do cinema. "Guerreiros, venham me pegar.."